O que eu penso e o que eu sinto

O que eu penso e o que eu sinto

domingo, 12 de janeiro de 2014

Fabada asturiana



Deu para descansar este fim-de-semana. Ontem, fomos dar um passeio, comer um Waffle com a M. e comprar a prenda de aniversário para a J. que na quarta-feira faz 5 aninhos. Optei por um CD com uma história áudio que eu adoro: O Grufalão. Para mim comprei um livro que me deixou bastante entusiasmada. Queria comprar um romance em alemão para começar a ler e ajudar-me na aprendizagem desta língua complexa. E encontrei um livro bilingue! Chama-se Contos Modernos Portugueses e tem vários textos de diversos autores. Numa página o texto está escrito em português e na outra o mesmo texto está em alemão. Para a fase em que estou agora é excelente! Assim, leio em alemão e quando não percebo uma palavra basta olhar para a página ao lado! Vou começar a levá-lo comigo todos os dias para o ler no metro porque cá em casa estou a ler a Marquesa de Alorna e a adorar, mas é um livro enorme e nada prático de transportar. Antes de jantar fomos fazer uma corrida, que é uma nova resolução de ano novo e à noite ainda vimos o Lincoln. Gostei do filme. Já era para ter visto há algum tempo mas como não conheço muito da história americana e vi o filme com subtítulos em inglês antigo, tive alguma dificuldade em apreender todos os pormenores. Mas depois, pesquisei um bocadinho na internet e o G. (que sabe imenso sobre história mundial) explicou-me o que sabia sobre a Guerra Civil Americana.
Hoje fomos a casa da L. comer Fabada asturiana. É uma comida muito apreciada no norte de Espanha e muito semelhante à nossa Feijoada. Foi a primeira vez que a L. fez e saiu-lhe muito bem! Estava ótima. Acabámos por passar o resto da tarde à mesa entre amigos, apenas com a luz de velas e a conversar e a contar histórias. Gostei muito daquele bocadinho em que portugueses, espanhóis e franceses falaram em inglês para todos se entenderem. Percebemos que há muitas coisas que nos unem e rimo-nos com as diferenças que nos separam. Para o próximo domingo já ficou combinado... Bacalhau na nossa casa!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Splash!



Hoje foi dia de Natação. Fui buscar a J. à escola e fomos para uma das piscinas municipais aqui de Hamburgo. Ir à piscina é um bocadinho caro, pelo menos comparando com o que estava habituada a pagar em Portugal. Uma hora e meia são 7,40€. Por essa razão, os pais da J. não a inscreveram na Natação proporcionada pelas piscinas e preferem pagar a uma Professora de Natação particular (incrivelmente, fica mais barato). As piscinas são enormes e como os edifícios são antigos, têm pormenores muito bonitos. Estátuas e pequenas fontes espalhadas por todo o lado...
Descobri que às sextas-feiras à noite a piscina está aberta e na zona termal acendem velas e colocam música debaixo de água para criar um ambiente especialmente relaxante. Adorei a ideia e já pedi à minha mãe para me enviar o meu fato de banho pelo correio. A touca não é preciso porque aqui não é obrigatório (thank God!). Conclusão: uma sexta-feira destas vou preparar uma saída à noite com o G. bem diferente e romântica...
 
PS1.: Estou exausta porque depois da Natação passei a tarde a dançar com a J. e com o F. em casa... Uma dança livre, meio amalucada e muito divertida...
PS2.: Amanhã não me mexo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Perguntam-me, eu digo que sim!



Perguntam-me se sou católica. Respondo que sim.
Perguntam-me se costumo ir à missa. Respondo que não.
Perguntam-me se sou praticante. Respondo que sim.

Apesar de na minha família algumas pessoas ainda manterem o hábito de ir à igreja, os meus pais e eu acabámos por não manter essa rotina. Não fui habituada a isso mas respeito quem o faz. Agora estou a trabalhar como babysitter aqui em Hamburgo e a família é também católica. Fazem questão de ir à missa, as crianças frequentam uma escola católica e dão as graças à mesa antes da refeição. Confesso que fiquei enternecida na primeira vez que ouvi o bebé de 2 anos e meio a dar as graças em alemão a toda a família! Foi comovente.
 
Apesar de não ser praticante da mesma forma, considero-me praticante à minha maneira. Se Deus é omnipresente, eu não necessito de ir propositadamente à igreja para falar com Ele ou para que Ele me oiça. Gosto da minha relação com Deus. Sempre que posso e me lembro rezo. Posso até ir no comboio, estar na minha cama deitada ou noutra situação qualquer que me faça sentido. Digo as minhas orações e converso com Ele. A maioria das vezes é apenas para Lhe agradecer tudo o que tenho e pedir-Lhe que proteja quem eu mais amo. Além disso, sempre que conheço um sítio novo (cidade, aldeia,...) gosto de entrar nas suas igrejas, capelas, mesquitas e refletir. Normalmente eu e o G. acendemos uma vela pelos nossos familiares e amigos e esse é sempre um momento que eu acho especial. Falei também em mesquitas porque acredito que os Deuses das outras religiões também defendem o Bem, à sua maneira.
 
Este ano tomei uma nova resolução de ano novo, não vou arranjar tempo para ir à igreja mas vou arranjar tempo para ser voluntária e ajudar quem mais precisa. Espero que Deus goste desta católica praticante dos tempos modernos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Um 2014 cheio de garra!



Ui... Tanto tempo que me ausentei! Mas foi por uma boa razão. Tive o pé e o coração em Portugal durante duas semanas! Agora estou de volta a Hamburgo.
 
Votos de um excelente 2014 para todos!
 
Sinto-me super entusiasmada e só espero ter tempo e força de vontade para as minhas resoluções de ano novo!
 
Quero dedicar-me mais à procura de trabalho na minha área aqui em Hamburgo mas também abraçar novos projetos ao nível do empreendedorismo social!
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Adivinhem lá...



Adivinhem lá... de todas qual será a prenda que me falta comprar?
Pois, só podia ser a dele. E ando sem ideias! Cerca de sete anos juntos acaba por esgotar todas as ideias originais que já tive entre aniversários, anos de namoro, natais, dias dos namorados, etc...
Vou dar mais uma voltinha pelo centro de Hamburgo para ver se tenho alguma ideia brilhante... Caso contrário irei comprar em Portugal.
Desejem-me sorte!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Presentes, presentinhos e presentões



Este fim de semana girou muito em volta dos presentes. Andámos pelos Weihnachtsmarkts a comprar prendas para os nossos familiares e amigos. Claro que ainda não conseguimos comprar para toda a gente, por isso daqui a pouco ainda vou dar mais uma volta pelo centro de Hamburgo.
Hoje, quando chegámos de manhã à aula de alemão tínhamos nos nossos lugares um saco com pequenos brindes oferecidos pela escola. Deram-nos chocolates, bolas para pormos na árvore de Natal e material escolar bastante útil. Depois, fizemos a nossa troca de presentes e oferecemos à Professora um candeeiro com uma estrela de Natal que tínhamos comprado juntos no sábado de manhã. Parecíamos crianças pequenas a abrir os presentes e a mostrá-los uns aos outros. Foi um momento muito bem passado e cheio de boas notícias. O S. contou-nos que vai ser pai e a I. vai viver para a Suiça porque o marido arranjou um excelente trabalho lá como Chef de cozinha num hotel. A despedida da I. não foi muito fácil mas sabemos que é por uma boa razão e desejámos-lhe as maiores felicidades. Continuo a acreditar que dezembro é um mês mágico.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Estereótipos: Homem vs Mulher



Hoje na aula de alemão o tema da discussão (para nos obrigar a praticar a expressão oral) foi os estereótipos que existem em relação ao homem e à mulher. Claro que foi um tema bem aceso...
 
Alguns dos estereótipos que falámos em relação aos homens: não falam muito, não tomam atenção ao que lhes é dito, as suas conversas só giram em torno de três temas (carreira, futebol e mulheres), não percebem as indiretas das mulheres, odeiam compras, sabem arranjar coisas em casa, lavam o carro e dedicam-se ao trabalho.
 
Alguns dos estereótipos que falámos em relação às mulheres: estacionar não é o seu forte, têm falta de orientação, falam muito e sobre os seus problemas com outras mulheres, não percebem porque razão os homens gritam no futebol, adoram compras, acham sempre que não têm roupa para vestir, fazem as tarefas domésticas, cuidam dos filhos e trabalham.
 
Já percebem agora a razão de a discussão ter sido tão acesa?
 
Fiquei a saber hoje que um homem alemão é um bom partido por saber fazer tudo em casa. As mulheres alemãs são muito feministas e, como tal, delegam grande parte das tarefas domésticas aos homens. No entanto, ambos sabem fazer tudo em casa. Se for preciso, a mulher conserta a torradeira e o homem engoma.
 
Aqui em casa também se dividem as tarefas domésticas. Porém, como agora ainda não tenho um trabalho a tempo inteiro dedico-me mais do que ele a essa parte. A verdade é que não consigo estar aqui em casa e não fazer nada... Se fosse ao contrário sei que ele faria o mesmo.