O que eu penso e o que eu sinto

O que eu penso e o que eu sinto

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

#1º dia de trabalho


 
Hoje foi o meu primeiro dia de trabalho.
A seguir às aulas de alemão, em que fiz (note-se) um teste com bom aproveitamento, fui ter com a mãe dos pequenos.
Ela quis mostrar-me onde era a escola deles e os sítios onde eles tinham atividades.
Foi muito interessante porque fiquei a conhecer um bocadinho de como as escolas e as associações culturais e recreativas funcionam. Aqui, quando os pais não assistem às atividades são convidados sempre no final a assistir a uma pequena apresentação feita pelas crianças. Achei maravilhoso e reparei que aqui muitos pais têm de facto tempo para acompanhar as crianças no seu dia-a-dia. Espreitei uma aula de carpintaria que achei o máximo e adorei descalçar-me para entrar no ginásio e ver o que a J. já consegue fazer sozinha.
Mas o melhor estava para vir. Quando chegámos a casa, a J. que só tem 5 aninhos pediu para ir andar de carrossel no Mercado de Natal do bairro e eu fui com ela. A mãe deixou-me o dinheiro e lá fomos. Pelo caminho encontrámos uma amiguinha da escola dela que, por acaso, também ia andar no carrossel. Lá se sentaram as duas felizes e contentes até o carrossel começar a andar. A J. passava por mim e sorria e eu sorria para ela. O carrossel dava mais uma volta e outra vez uma troca de sorrisos. À terceira volta oiço a J. a gritar em alemão: Isto é sempre a mesma m*r*a! (Sim, é mesmo o sinónimo de cocó). Eu nem queria acreditar! Pensei que tinha ouvido mal. Mas à quarta volta a J. deixou-me sem dúvidas e o olhar reprovador dos outros pais que estavam ao pé de mim também. Há muito tempo que não ficava tão vermelha. Decidi trocar os sorrisos por uma cara feia ou por ignorar a J. sempre que ela gritava. Não podia começar também a gritar para ela parar. Entretanto, a primeira volta acabou e tive de lhe dizer para não voltar a repetir aquela frase ou caso contrário teríamos de ir para casa. Acho que consegui passar bem a mensagem em alemão porque ela a seguir portou-se bem.
Claro que este foi o ponto alto do meu dia... Agora só espero que tenha sido azar de principiante ou caso contrário algo me diz que ainda vai acontecer, como a minha querida J. diria, muita m*r*a!

domingo, 24 de novembro de 2013

D de dançar-até-tarde e depois D de dormir-até-tarde



Ontem fomos sair com os nossos amigos porque a S. fazia anos e foi muito louco. Ela pediu que cada um dos convidados levasse um acessório colorido e, claro, isso tornou a festa bem mais divertida. Chegámos a casa às 6h da manhã... Há muito tempo que não chegava tão tarde. Mas valeu a pena. Hoje procurámos um programa mais calmo. Fomos para uma zona da cidade onde sabíamos que havia vários cafés acolhedores e escolhemos um que ficava, não adivinhariam, na Susannestrasse (Rua da Susana). Foi o destino. Por lá ficámos a beber um chá e a ler um bocadinho até ganharmos a coragem suficiente para enfrentarmos novamente o frio a voltar para casa. Antes de jantar vimos um filme espanhol de que gostei muito e que aconselho para quem gosta de romances e policiais. Chama-se El secreto de sus ojos. E assim acabou o meu querido domingo...

Boa semana!

sábado, 23 de novembro de 2013

Adoro receber visitas



Hoje vamos receber cá em casa três amigos do G. que ele conheceu quando esteve a trabalhar no Reino Unido. São os três portugueses e vêm cá visitar as cidades de Bremen e Hamburgo. Como eles continuam a trabalhar no Reino Unido devem ter saudades de comer um bom prato de bacalhau. Decidi que vou fazer Bacalhau Espiritual para nós os cinco. É uma receita fácil e que rende bastante. Espero que saia bem! Só nos falta comprar um bom vinho para acompanhar e esperar que venham com apetite e boa disposição! Adoro receber visitas cá em casa!
 
Bom sábado para todos!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Não brinquem com o meu tempo!



Odeio quando as pessoas tentam marcar reuniões comigo em cima da hora! Bahhh! Sim, eu sei que odiar é um verbo muito forte e eu tento evitá-lo ao máximo mas agora não dá mesmo!
Tinha ficado combinado que me iam enviar um e-mail quando já tivessem informações sobre o que era preciso para fazer o contrato. Hoje, recebo uma mensagem escrita às 11h a pedir para nos reunirmos das 14h às 16h à experiência. Claro que como estava nas aulas e não estava à espera que me contactassem só vi a mensagem às 14h05! Tive de ligar e com o stress nem me preocupei em falar alemão... Disse em inglês que tinha muita pena mas que hoje já não dava! Já estava a chegar a casa e ainda não tinha almoçado... Enfim... Ficaram de me ligar à noite para agendarmos outra hora...
Acho isto uma tremenda falta respeito e fico chateada porque de facto até podia ter ido se me tivessem avisado com mais antecedência! Ainda para mais pediam-me para estar na rua hkjhlhgljkdhkldhg (que é o que o nome da rua para mim significa quando eu não tenho tempo para ver no Google Maps onde fica e como é que vou para lá)! Que confusão... E eu a pensar que esta minha sexta-feira ia ser calma...
Espero que isto não volte a acontecer... Não gosto que brinquem com o meu tempo. Estou disponível e sou flexível mas há mínimos!
Escolhi a imagem acima porque me fez lembrar não só o valor que o tempo tem para mim mas porque encaixa perfeitamente na forma como idealizo a relojoaria.
 
Bom fim de semana!

A nossa primeira árvore de Natal



Hoje foi um dia importante. Foi o dia em que eu e o G. decorámos a nossa primeira árvore de Natal na nossa primeira casa juntos.
À tarde fui ao Shopping aqui perto da nossa casa e comprei uma árvore pequena e alguns adereços: vermelhos e verdes, porque o Natal para mim só tem estas cores. Sim, é um cliché mas eu gosto de clichés. A seguir ao jantar pusemos mãos à obra e, claro, aqui a Je deixou logo cair uma bola que se partiu em cacos. Como sou um bocadinho supersticiosa achei logo que ia dar azar e que o resto da tarefa não iria correr bem. Ainda bem que não tinha razão. A árvore ficou linda e para não nos esquecermos deste momento tirámos uma fotografia juntos ao pé dela. O G. prometeu que nos iria tirar uma fotografia todos os anos com a nossa árvore por trás e com quem mais se juntasse à fotografia (sorriso meu de orelha a orelha). (:
Gosto de sentir o Natal cá em casa. No entanto, uma parte de mim também sabe que só vou verdadeiramente respirar o Natal este ano quando chegar a casa dos meus pais. Quando inspirar bem fundo o cheiro a arroz doce com canela acabado de fazer e quando me sentir bem apertada no meio do abraço deles. Não há melhor prenda, com o mais bonito laço e o mais requintado embrulho, do que estar com a minha família.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Geada...a beleza gelada!


Acordei com o sol a bater na vidraça da janela e fiquei contente porque já há algum tempo que não via a verdadeira cor do céu por estas bandas. Ainda na ronha li a mensagem que o G. me tinha enviado pelo WhatsApp: "Leva o casaco grosso, o gorro, o cachecol e as luvas! É o nosso primeiro dia branquinho!". Ingénua como sou achei logo que estava a nevar mas depois lembrei-me de ter visto o sol e já nada me fazia sentido. Olhei pela janela e foi então que vi. Uma fina camada de cristais de gelo cobria os telhados das casas aqui perto. Despachei-me e pus-me a caminho das aulas.
Claro que fui o caminho todo a sorrir e a apreciar o brilho que os cristais de gelo davam às folhas caídas no chão, aos muros, aos relvados. Que beleza gelada!
Mal posso esperar pela próxima semana... Dizem que vai nevar!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Monsieur Cutxi-Cutxi Pou


Vejam só se não vesti o meu Cutxi-Cutxi Pou à maneira! É um monsieur todo catita (adoro o moustache, aliás adoro moustaches)!
Sim... Eu sei que já não devia ter idade para estas coisas mas... O Pou é irresistível. Faz-me lembrar os meus tempos de infância quando tinha o Tamagotchi e passava o dia a cuidar dele.
Para quem não conhece o Pou é uma App muito engraçada que funciona exatamente como o Tamagotchi mas cujas possibilidades são maiores dado o avanço da tecnologia. Damos-lhe de comer, damos-lhe banho, damos-lhe remédios quando está doente, jogamos com ele (tem imensos jogos incorporados), ouvimo-lo falar (ele repete o que nós dizemos com voz de desenho-animado), vestimo-lo como quisermos e vemo-lo crescer!
Como podem imaginar o G. diz que eu sou louca mas não consigo abandonar o meu Pou!